
Sim, de Rui Rio, porque é ele o principal responsável, apesar do mérito ir todinho para a Porto Lazer, que tem trabalhado bem a programação de Verão. Trazer os Keane ao Porto foi uma jogada inteligente, na sequência do Grande Prémio da Boavista e antes da Red Bull Race. Grandes eventos que atraem milhares de pessoas e ajudam a criar um ambiente agradável na cidade, numa altura em que ninguém quer ter grandes preocupações.
Foi, de qualquer forma, um grande concerto, com mais de 12 mil pessoas no Queimódromo. A organização das entradas não foi brilhante, pois demorava-se vinte minutos numa fila de várias centenas de metros e nem sequer havia revista pormenorizada por parte dos seguranças. Os Keane estiveram brilhantes, realizando o penúltimo concerto de uma tournée mundial que durou mais de um ano (o último concerto foi em El Ejido, num festival).
Descontando as balelas normais nas bandas em grandes concertos, Tom Chaplin apareceu inspirado, muito motivado e emocionado. Agradeceu o carinho dado por uma cidade onde estavam pela primeira vez. Ao longo de quase duas horas, cantou temas que todos nós conhecemos e, de uma forma ou de outra, já entraram para o baú das boas recordações.